Final de semana, em casa, fiz um comentário sobre solidão. Tinha um tom de ironia e até descaso. Meu irmão desabafou um “todo mundo é sozinho”.
Alguns dias depois, me deparo com uma folha em branco, caneta na mão e uma vontade de escrever inquietante. A mão não se move e o papel continua vazio.
Falta de assunto? Estou com as palavras saltitando na mente, desde domingo.
O tema fora estipulado: Encontros e Experiência Reversível.
Queria escrever sobre a “Marida”. Amiga que partilha do tédio, fuga e dor que me consomem.
Histórias sobre perceber o vazio, solucioná-lo de forma efêmera e pisar em nós mesmas, são acervo de nossa coleção pessoal. Avaliar o que é bom e ruim, também fazemos.
Conversamos sobre a solidão pelo conforto que o espelho dá. Enquanto existe uma de um lado, a outra não está sozinha nesse mundo.
Tenho o texto escrito, xerocado, repetido e reinventado, em mim. Ele não vai pro papel, porque, mais uma vez, o tédio tomou conta. Estou chata, estou “sei lá”. A folha de papel reflete meu estado. Vazia.
“Somos uma imensa turma, somos uma enorme população, somos uma gigantesca família de solitários, eu, você, todos nós”.
Por isso que eu amo seu blog!!!
ResponderExcluirME entende!