Pra Você Guardei o Amor nas vozes de Ana Canas e Nando Reis há meses esta no Top Five das mais tocadas do meu iTunes. A música fala de um amor surreal e ao mesmo tempo cotidiano, verdadeiro. Um amor meio desajeitado que justifica a vida. Ela dispara o coração e me acentua aquela pressa de viver.
Tenho amigas que dizem que eu estou sempre apaixonada... Mas o fato é que eu cresci acreditando que gostar, romanticamente, de alguém é uma coisa não só boa, como necessária.
Quando uma paixão não é correspondida ou após um rompimento caso não me reste um Plano B, nutro em meu ser uma espécie sofrimento de estimação.
De alguma forma estranha e masoquista, alimento minha dor, dessa forma ainda me ligo a alguém, “gosto” de alguém.
Qualquer “zé” que cruza minha vidinha, não escapa de passar por ela sem que eu viva alguma fantasia de que ele pode ser “O Cara”. Penso que vem daí meu fabuloso dom de espantar o sexo oposto bem rapidinho. Os marmanjos tem um sensor que não perde a chance de identificar garotas como eu, desesperadas pra viver um amor de novela. Ele nos denomina “Loucas Carentes”.
Essa tendência romântica tende a meter as pessoas nas maiores furadas. Nessa busca insana, pode-se de repente fazer papel de idiota na frente dos maiores otários, se derreter por galinhas, malandros e mais inúmeros tipos que não valem a pena. Pode-se jogar pessoas na parede. Ligar incessantemente. Mandar e-mails melosos e descabidos. Ser sincera como não se pode ser (qualquer semelhança com a vida real... Mera coincidência).
Assumir me parece meio idiota, mas tem gente que sonha em ser bem sucedido, viajar o mundo, ser rico e feliz... É claro que almejo tudo isso, mas o que eu quero mesmo é um amor correspondido que preencha todos os itens da minha Receita de Homem (se o Vinicius pode, por que não eu?). Eu quero a metade da minha laranja com direito a todos os clichês que namorar proporciona.
Quero conhecer a mãe, o pai, os cunhados e o cachorro. Quero almoço de domingo e filminho no sofá de casa. Quero até aquela tal aliança de compromisso que um dia me pareceu o acessório mais brega do mundo. Viajar com ele... Dar pra ele. Quero o tal amor que faz sentido do Renato Russo. Casar e ter filhos também, por que não?
A verdade é que passo a vida ao som de músicas que falam dum amor que hoje eu sei que não tive. Meus amores foram tortuosos e não convencionais e deixaram de preencher os pré-requisitos de tudo aquilo que sinto que quero.
A música que me aperta o peito e aflige a alma diz que esse amor gera um renascer e que explicação nenhuma isso requer, então me resta esperar.
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